A substância que o corpo já produz contra a dor — com 600 estudos e quase nenhum holofote
Metade dos adultos brasileiros convive com algum tipo de dor que não passa. A ciência aponta um suspeito discreto por trás de boa parte desses casos — e uma molécula descoberta há 70 anos que volta ao centro do debate médico.
São Paulo · 15 de junho de 2026 · leitura de 5 min
Você passou dos 40, acorda de manhã e a dor já está lá: no joelho, na coluna, nas mãos, no ombro. Em algum momento alguém disse que “é normal da idade”, e a dor virou rotina. A cena se repete em milhões de lares brasileiros — e, com ela, sempre o mesmo gesto: um anti-inflamatório, a espera pela melhora e a volta ao mesmo ciclo poucas semanas depois.
O que a pesquisa médica vem mostrando nos últimos anos é que, em muitos casos, o problema vai além do desgaste da articulação. Há algo acontecendo por dentro do corpo que não aparece em uma radiografia comum — e que ajuda a explicar por que certas dores simplesmente não vão embora.
O incêndio que ninguém enxerga
O ponto de partida, segundo o Dr. Gabriel, é o sistema de defesa — o mesmo que combate vírus e bactérias. Por estresse, noites mal dormidas, alimentação inflamatória ou simplesmente pela correria, ele pode permanecer em estado de alerta por tempo demais. Esse alerta constante alimenta um processo inflamatório silencioso: sem febre, sem vermelhidão visível, mas presente no corpo todo.
É esse “fogo baixo”, queimando dia após dia, que em muitos casos sustenta a dor que insiste em ficar — junto da sensação de cansaço permanente e de um corpo que parece ter envelhecido de repente. O anti-inflamatório comum, observa o médico, foi pensado para apagar o fogo rápido. Ele não foi desenhado para lidar com essa inflamação que arde devagar.
“Os anti-inflamatórios comuns foram feitos para apagar o fogo rapidamente — não para lidar com esse tipo de inflamação que fica por baixo, queimando devagar.”
PEA: a molécula que o corpo já conhece
Entra em cena o PEA — sigla para palmitoiletanolamida, um nome complicado para uma ideia simples. É uma substância que o próprio organismo produz e que existe naturalmente em alimentos como ovos, amendoim e até no leite materno. Foi justamente no leite materno que ela foi identificada, nos anos 1950, quando um cientista percebeu ali um fator que protegia o bebê contra inflamações. Desde então, acumulou mais de 600 estudos.
Para explicar o que torna o PEA diferente, o Dr. Gabriel usa uma imagem. O sistema de defesa tem “guardas” espalhados pelas articulações, nervos e músculos, responsáveis por disparar o alarme quando há um problema. Sob estresse prolongado, esses guardas ficam agitados e passam a soar o alarme mesmo sem ameaça real — é a inflamação crônica. Em vez de bloquear a dor de forma artificial, como um analgésico, o PEA ajudaria o corpo a reconhecer que o alarme está tocando à toa e a baixar esse excesso de sinal.
“O PEA acalma esses guardas. Ele não briga com o seu corpo — ele trabalha junto dele.”
Por que poucos ouviram falar
Diferentemente de um medicamento de laboratório, o PEA não tem uma indústria multibilionária por trás fazendo barulho. É uma das substâncias mais estudadas para dor e inflamação e, ainda assim, raramente aparece na conversa. “Para mim, isso é ao mesmo tempo fascinante e frustrante”, diz o ortopedista, que conta usar o PEA no próprio dia a dia e trabalhar com pacientes de dor crônica em consultórios em São Paulo e em Londres.
O que esperar — com honestidade
O próprio médico faz questão das ressalvas. O efeito do PEA não é imediato: os estudos descrevem benefícios de forma consistente a partir de três a quatro semanas de uso contínuo. E, como qualquer suplemento, ele funciona melhor dentro de um cuidado mais amplo — alimentação, exercício, sono e controle do estresse.
“O suplemento não substitui o médico. Se você tem dor crônica, investigue a causa com o seu médico para ter o diagnóstico correto.”
Onde encontrar o PEA em fórmula nacional
Por muito tempo, encontrar PEA com procedência confiável no Brasil foi difícil. A Doctor's First — marca de suplementos formulados por médicos — passou a oferecer a substância em uma versão com dosagem padronizada, o PEA Active 600mg, com 60 cápsulas por frasco.

PEA Active 600mg
Palmitoiletanolamida · 600mg por cápsula · 60 cápsulas.
- Substância que o próprio corpo produz, em dosagem padronizada
- Vegano, sem glúten e sem corantes artificiais
- Pensado para uso contínuo, dentro da rotina de cuidado
Vale repetir o que o próprio Dr. Gabriel reforça: nenhum suplemento substitui o acompanhamento médico. O PEA é uma das opções que a ciência vem estudando para o manejo da dor e da inflamação — mas o ponto de partida, diante de uma dor que não passa, continua sendo investigar a causa com um profissional.
Quer entender melhor o PEA antes de decidir?
Conheça a ficha completa do PEA Active 600mg, com composição, modo de uso e perguntas frequentes — e converse com o seu médico sobre o que faz sentido para o seu caso.
